sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Título público foi o investimento mais rentável dos últimos anos

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Este texto foi escrito originalmente por Elisa Campos, na Época Negócios.


A expectativa de que quanto maior o risco de um investimento, maior seu ganho futuro, tem sido frustrada no Brasil. No período de 2001 a 2012, a aplicação mais rentável para os brasileiros foram os títulos públicos do tipo NTN-B (pós-fixados), com um rendimento acumulado de 473,98%. A bolsa aparece somente em quinto lugar no ranking, com 271,99%, segundo levantamento elaborado pelo Instituto Assaf.
Depois dos títulos públicos, o ouro (367,03%) foi o investimento que mais valeu a pena. O metal, muito procurado em tempos de crise por ser considerado uma aplicação segura, ganhou bastante força desde 2008, com o quase colapso do sistema financeiro mundial. Em terceiro lugar estão os investimentos em fundos atrelados ao DI (313,35%), seguidos dos CDBs (289%).
Apenas em quinto lugar vem a Bolsa de Valores. Vale ressaltar que o desempenho da bolsa, medido pela valorização do Ibovespa, foi bastante prejudicado nos últimos anos, devido às instabilidades no cenário internacional. Além disso, o índice, que é representado por uma cesta com as ações mais negociadas da bolsa brasileira, representa um desempenho médio do mercado, não a realidade de cada papel. Já a poupança, o investimento mais popular no Brasil, teve rentabilidade de 140,28%. Em último lugar, o dólar foi a única aplicação que apresentou prejuízo nos últimos 12 anos.
Rentabilidade acumulada 2001- 2012
AplicaçãoRendimento nominalRendimento real (descontada a inflação)
Título público473,98%183,91%
Ouro367,03%131%
DI313,35%104,45%
CDB289%92,41%
Bolsa271,99%84%
Imóveis148,55%22,94%
Poupança140,28%18,85%
Dólar-6,65%-53,83%

Se analisarmos apenas os últimos cinco anos, o ranking é pouco alterado. O ouro é alçado ao primeiro lugar e a bolsa fica em penúltimo lugar no levantamento, perdendo apenas para o dólar que teve uma desvalorização acumulada de 11,78%.
Rentabilidade acumulada 2007- 2012
AplicaçãoRendimento nominalRendimento real (descontada a inflação)
Ouro118,48%67,86%
Título público114,95%65,15%
DI68,64%29,56%
CDB62,69%24,99%
Poupança42,67%9,62%
Imóveis41,80%8,94%
Bolsa27,62%-1,95%
Dólar-11,78%-32,22%

Para os fãs do investimento em ações, fica o alerta. Nem sempre bolsa é garantia de maior rendimento no longo prazo. Às vezes, o risco simplesmente não compensa. 

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